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Literatura e colaboração

05/04/2017

 

Ilan Stavans é um amado professor de cultura latina e latino-americana da Amherst College, nos EUA. Seus cursos sobre escritores como Gabriel Garcia Márquez, Roberto Bolaño e Pablo Neruda criam longas filas de espera, e seu conhecimento sobre a literatura produzida abaixo do Equador já se tornou icônica.

 

Em um pequeno escritório no Brooklyn, Stavans coordena uma equipe de seis pessoas, que integram a Restless Books, uma editora independente “dedicada a defender vozes essenciais de lugares inesperados, cujas histórias nos falam através de fronteiras culturais e linguísticas”.

 

Em 2015, a Restless lançou uma campanha no Kisckstarter para publicar o livro preferido de Stavans: Dom Quixote, em uma edição comemorativa pelos 400 anos da obra-prima de Cervantes. O projeto foi um dos primeiros da editora recém-criada, e, nas palavras de seu fundador, representava o sonho de uma edição interativa e educativa do clássico.

 

 

Era um modelo de produção que refletia a maneira como Stavans se acostumara a apresentar a literatura aos seus alunos, e que no fim das contas é a maneira como todos nós fomos apresentados a tantos livros: em discussões de sala de aula, interativas e colaborativas.

 

Não foi fácil: embora tenha conseguido divulgação em veículos como a revista Newsweek e o jornal The Guardian, a meta, que era de 20 mil dólares, foi atingida apenas no último dia de campanha. No fim, foram arrecadados 20.865 dólares, doados por 361 apoiadores, e Stavans descobriu que publicar um livro por financiamento coletivo estava longe de ser simples.

 

Mas descobriu também que o modelo de colaboração havia construído uma ponte − que ele jamais cruzara fora das salas de aula − entre autor, editor e leitores; e que o ato de pedir apoio ia muito além do financiamento em sim, construindo uma rede de pessoas interessadas na literatura enquanto forma de vida.

 

“Estou convencido de que aquilo que amamos na leitura não é apenas o ato de nos perdermos na fantasia do autor, mas também a capacidade de compartilharmos aquela experiência com outras pessoas e falar sobre ela”, diz ele.

 

De 2015 para cá, o financiamento coletivo de livros vem se multiplicando nos EUA e em vários outros países, atraindo talvez autores e leitores interessados em um modelo que enxergue o livro como algo mais que um código de barras, e que dê a quem é apaixonado por literatura uma experiência colaborativa transformadora.

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