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Um pouco de luz entre a caneta e o esquecimento

21/03/2017

Se Philip Roth estava certo e a estrada para o inferno está pavimentada com obras em andamento, então é uma pena que no caminho entre a criatividade e as trevas se escondam tantas boas histórias inacabadas.

 

O Primo Selo nasceu para jogar luz sobre essas histórias antes que elas sejam relegadas à eterna condição de ideias que um dia, quem sabe, sairão da gaveta. Nasceu para estender os braços ao mar de livros de estreia não publicados, e dele acolher uma fração que seja, com o objetivo de revelar novos escritores brasileiros que de outro modo teriam afundado sob uma onda de “nãos” vindos do mercado editorial tradicional.

 

Somos um selo formado por pessoas que já estiveram dos dois lados desse balcão: já recebemos algumas dezenas de emails explicando que no momento infelizmente não estamos recebendo originais, e já enviamos algumas dezenas de emails explicando que no momento infelizmente não estamos recebendo originais. E por isso conhecemos bem a dor de quem busca uma maneira de ter nas próprias mãos as palavras impressas que há meses ou anos ou décadas permanecem prisioneiras da imaginação.

 

E não uma maneira qualquer, é bom dizer. Porque em pleno 2017 faz pouco sentido falar no livro como chancela em si mesmo, feito cinquenta anos atrás, quando ter o nome impresso numa capa qualquer era suficiente para ser apontado nos cafés como Escritor. O que um autor estreante busca hoje não é somente receber uma caixa de livros com o seu nome – coisa que, embora não seja barata, pode ser conseguida por meio da autopublicação. 

 

O que ele realmente deseja é um processo de edição que o trate com o devido respeito; o contato com alguém a quem possa chamar de editor, não de empresário; uma perspectiva em que seu livro seja tomado não apenas como produto, mas como o resultado artístico de toda uma vida.

 

É por conhecermos esse anseio que decidimos transformar o processo de edição do Dezamores – romance de estreia do Pedro Ayres – no primeiro passo para o nascimento de algo maior, capaz de trazer a outros livros o que trouxemos a ele: um trabalho de edição que se orgulha de abrir as portas para um autor estreante e que a um só tempo se investe do mesmo afinco, da mesma seriedade e do mesmo cuidado que investiríamos ao publicar um prêmio Nobel.

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