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Vamos celebrar o lançamento junto
com o 58º aniversário do
Cacique de Ramos, numa festa linda,
com feijoada e muito samba!

20 de janeiro de 2019
13h às 23h30
Autógrafos do autor e de Bira Presidente a partir de 15h

Entrada gratuita
Feijoada: 25 reais
Mesa com 4 cadeiras: 20 reais

G.R. Cacique de Ramos
Rua Uranos, 1326
Olaria, Rio de Janeiro

Texto de Adriana Falcão [escritora/roteirista]

para o livro:

Este é um romance que conta a história do samba, ao seu jeito, a partir de uma narrativa biográfica e outra ficcional.

Uma Tamarineira une as duas pontas.

A história real gira em torno da vida de Bira Presidente, fundador do Bloco Cacique de Ramos, referência do carnaval carioca. Nas décadas de 70 e 80, quando o samba andou definhando, Bira se lançou na missão de defendê-lo. Formou o grupo Fundo de Quintal, uniu talentos e projetou artistas. Isso tudo ao redor da Tamarineira que até hoje está lá, na sede do Cacique de Ramos. A vida de Bira é uma fascinante jornada de acontecimentos cuja compreensão parece inatingível aqui neste nosso mundo do que é atingível.

Na história ficcional, Irineu — um jovem escravo — e seu grupo de amigos se reuniam em volta da mesma Tamarineira no século XIX, secretamente, para ensaiar os ritmos que aprendiam em rituais de candomblé. Na época, reuniões de escravos eram terminantemente coibidas pelos donos do poder e das ‘verdades’ vigentes. É ali que experimentam unir os batuques de seus ancestrais às novidades trazidas pelos europeus, o que viria a dar no samba. 

Hoje em dia, a ‘Tamarineira Sagrada’, como ficou conhecida, tem uma lenda pra lá de curiosa. Quem canta sob seus galhos ganha reconhecimento e notoriedade. Vários artistas de sucesso começaram a carreira à sua volta. 

Que a Tamarineira testemunhou o ressurgimento do samba nos idos de 1970, isto é fato conhecido. Mas o que ela nos desvenda também, de forma metafórica e poética, é a própria invenção do samba. 

Na verdade, quem conta tudo é o autor Paulo Guimarães, unindo fatos reais, ficcionais, e inexplicáveis, numa linguagem arrebatadora. Usando as palavras exatas. Num tom universal, que ora parece regional, vindo da região das lembranças de uma Tamarineira.

Paulo/Tamarineira entrelaça as histórias de Bira e Irineu, cruza e descruza o tempo, nos emociona, e nos faz ir com eles para ali e para além, como quem se deixa levar por um ronco de cuíca.